É como se o tempo parasse.
Como se o tempo corresse.
Os sons chegam surdos, longe. Abafados pelas batidas do próprio coração que pulsa irrequieto.
O abraço coletivo no tablado.
A oração sussurrada enquanto os olhos percorrem outras ansiedades…
As portas se abrem e escondidos pelas cortinas aguardam, sorriem, esperam, morrem um pouco.
As luzes se apagam. O sangue aquece as faces.
É chegada a hora.
A vida pulsa e corre.
O tempo pára…
Aplausos…
As cortinas se fecham.
Eu volto a ser eu…