E de repente eu olhei no fundo daqueles olhos meus estranhos e chorei lágrimas de pérolas. E, ainda que escorrem pétalas de seus olhos, ela apenas esperou até que os espinhos descessem pela garganta. E como se fácil ela se quebrou em mil pedaços de agonia… Sem olhar para trás, lá ela ficou. Presa em seu passado rememorando seu futuro… E sentiu que o tempo corria e que devia fazer alguma coisa e de tanto saber disso, nada fez… E o que antes era angústia calou fundo em seus olhos de quase-gueixa… Serva de seus desejos, senhora de suas fantasias…
Hipocrisia da vida, ironia do amor. Ainda que de si esperasse compreensão e aconchego, a frieza, tão sua conhecida deu uma risada lá no fundo. Só para se fazer notar. Esperando que me convidasse para ficar e fazer companhia, encarei-a placidamente como encaram aqueles que, sabendo de sua morte nada tem a temer. Olhamo-nos longamente. Ela sorriu. Reconciliamo-nos…
E como uma filha rejeitada apenas aninhou-se em meu colo e lá permaneceu, ciente de seu lugar de direito. Entre juras de não mais um abandono mútuo, entraram as outras. Irmãs, amigas… Esperava suas reações. Esperava que retaliassem minha fuga. Olharam-me, olharam-se….
E de tantas, entre muitas, me perdi naqueles meus desconhecidos olhos de quase-gueixa…
É, de certa forma, engraçado… conheço a sensação de estar preso no passado rememorando o futuro. Ou acho que conheço, às vezes algo é pra uma pessoa e completamente diferente para outros.
Mas por falar em frieza, frieza mesmo tá o vento na moto! e eu acho que ainda pego uma pneumonia, porque é só chegar em qualquer lugar que o frio passa e dá muito calor… mas é só subir na moto de novo que lá vem o frio rs… entendeu uma parte do porque eu não gosto de chuva? =p
bjs!
Que bom que voltou!
Senti sua falta…
vc está bem? não sumas mais! rs
bjs