Olhando as aranhas tecerem as teias ali no canto, me dei conta de quanto tempo se passou. Outro discurso, outros sonhos, outras perguntas… outra trilha sonora na vida. Um dia acreditei que chegaria ao fim… que conheceria tudo que havia para se querer conhecer em uma existência e neste momento, o amadurecimento me diria que era hora de parar e perpetuar aquele estado de ser e assim existir pelo resto de meus dias. Acreditei que viveria então o entorpecimento de quem tudo já experimentou e precisa apenas repetir aquelas boas e serenas rotinas que me deixariam felizes.
Descobri que o nome disso não é amadurecimento.
É morte…
Quantas vezes mais acordarei com vontade de não ser eu?
Quantas vezes mais desejarei fugir de mim?
Gritar até perder a noção de tempo, só para calar as risadas que ecoam?
Sorrir ao sentir aquele cheiro íntimo de pele?
Dividir uma fatia de bolo?
Estou cansada de viver. Cansada de recomeçar. Com preguiça de revolucionar… E, ainda assim, continuo a cada dia caminhando pela penumbra de um recomeço.
Descobri que ser estanque é cinza. Prefiro as cores, mesmo as escuras, mesmo as primárias…
Engraçado como me gosto mais com o passar dos anos…
Será que foi a convivência?
Bem vinda de volta!!!
Senti sua falta!
Já voltou inspirada! Belas palavras!
Não sumas tanto mais! rs.
Bjs
O nome disso não é amadurecimento nem morte. É aceitação. É a perda final da rebeldia, da capacidade de ficarmos Tigres, alertas, prontos para cair lutando e eviscerando.
Alguns conseguem essa aceitação. Suspeito que você não possa, não.
Não, Daniel, não posso.
Sempre irei me apaixonar pelas causas perdidas e sempre viverei a escolha de viver, sem assim não for, o que resta?