Tarde!
Seria hoje muito tarde para lhe dizer bonitas palavras?
O tempo se esvai, o presente urge
E nossas palavras vãs se perdem no redemoinho do destino.
A pele já não mais se estremece ao toque.
Doce toque de suas cálidas mãos.
Toque?
Algum dia eu senti seu toque?
Ou seriam apenas delírios de minha alma?
Sim.
Pele, toque, corpo.
E o que será amanha. O amanha não me pertence, nem a ti.
Amanhã seremos passado, boas lembranças apenas.
Amanhã já não teremos pele.
Amanhã já não teremos toque.
Amanhã já não seremos corpo.
Amanhã já não seremos beijo
Apenas a doce lembrança de tudo o que fomos.
Ou não.
Pressinta, toque beije, ame.
Cada segundo de uma ínfima existência banhada a sentimentos
Sentimentos atropelados
Libertos dos grilhões e prisões morais.
Nossos corpos então libertos,
Poderão se juntar.
Unos, corpo e pele.
Deixaremos de ser matéria, para constituir o doce mundo dos sonhos e lembranças.
Partilhemos,
Brisa,
Pele,
Beijos
Corpos….